A principal característica da pessoa que é tímida é a dificuldade de se expressar diante de pessoas ou situações onde seria importante ter um posicionamento. Não se expressar nesses momentos sustenta crenças limitantes de inadequação e incapacidade que acompanham a timidez.

A timidez a princípio não causa prejuízos a vida e rotina das pessoas, mas quando isso acontece é quando elas buscam ajuda para tentar solucionar um problema já instalado: solidão, falta de energia para manter uma vida social, estagnação profissional, etc.

Portanto, a timidez pode ser a grande vilã quando se trata de alcançar sucesso pessoal e/ou profissional na medida que ela sabota qualquer atitude proativa de resolução de problemas quando se trata de estabelecer e manter boas relações interpessoais.

Recentemente fiz um curso de meditação e o maior ensinamento que os mestres indianos tinham a nos passar se baseia num princípio bem simples: Vida é Relacionamento. Simples e muito verdadeiro, pois é somente através das nossas relações que nos realizamos e alcançamos a sensação de plenitude.

Construir e manter relações saudáveis e harmoniosas é ao mesmo tempo um objetivo e um pesadelo na vida do tímido. Ao mesmo passo que imaginar ter mais amigos, boas relações com colegas de trabalho, um namorado (a) traz uma sensação de prazer e realização, também traz grande sofrimento e ansiedade ao antecipar situações onde terá de se “expor” e se sentirá avaliado e observado pelos outros. Geralmente o medo de fracassar nessas tentativas ou alguma tentativa passada mal sucedida acabam por bloquear qualquer ação no sentido de enfrentar essas situações, reforçando assim as crenças limitadoras. Ou seja, um processo cíclico que vai cristalizando cada vez mais a sensação de fracasso e inadequação que por vezes levam a Transtornos de Humor (Depressão) e de Ansiedade (Transtorno do Pânico, Fobia Social, Transtorno de Ansiedade Generalizada, etc).

O tratamento psicológico Cognitivo Comportamental para timidez consiste – resumidamente – em diferenciar situações realmente catastróficas e difíceis de ansiedade antecipatória, treino de habilidades sociais, treino controlado de exposição a situações sociais, ampliação do repertório social e familiar, avaliação e checagem de realidade (é importante diferenciar a percepção do tímido da realidade, pois nem sempre o outro é tão rígido e crítico como sua própria avaliação interna), re-construção de auto-estima (se reconciliar com seus valores, desejos, ambições e amor próprio) e por fim a prevenção de recaída.

Fique de olho que em breve lançaremos mais um texto sobre o tema.

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