Quem está sofrendo com alto grau de ansiedade costuma ter os seguintes comportamentos: fugir; evitar; deixar para depois; procrastinar…

Mas o que essas pessoas não sabem é que estas são formas de potencializar a ansiedade. Assim, o antídoto é tomar a frente e lidar com a questão, para perceber que tem forças SIM para enfrentar o problema.

De acordo com o Dr. Geraldo Possendoro, a maioria dos pacientes ansiosos que procuram por tratamento (principalmente pacientes que sofrem de Transtorno da Ansiedade Generalizada), parecem exibir plena capacidade para resolução dos problemas mais comuns.

Suas dificuldades parecem advir dos altos níveis de excitação (vigilância) e ansiedade, que terminam por prejudicar sua capacidade de raciocínio, além de gerar esquiva, dificultando, afastando ou procrastinando as soluções dos problemas enfrentados

(Possendoro in Angelotti, 2007, p. 73).

Não que seja simples, apenas encarar o medo/ansiedade de frente e dá tudo certo, mas a idéia é não fugir do problema e sim enfrentá-lo.

Terapia como tratamento para ansiedade

Na terapia usamos técnicas de aproximação susseciva para a aquisição de novos comportamentos mais adaptativos. Também ensinamos o combate a ansiedade com treinamento cognitivo.

Cognição é a forma como percebemos o mundo a nossa volta. Ao corrigir pensamentos (geralmente exagerados e distorcidos por quem sobre com ansiedade, depressão, etc) e treinar novas formas de pensar a pessoa pode se tornar mais habilidoso para lidar com uma crise ansiosa.

De modo bem simplista, a idéia é que diante de uma situação ansiogênica, a pessoa consiga analisar quais os pensamentos que passam por sua cabeça naquela exato momento e avaliar se a reação, medo ou preocupação está proporcional e sensata. Analisando quais as bases para os pensamentos que mantem e contribuem para a ansiedade aumentamos as chances e capacidade para controlá-los.

Referencia:

Angelotti, Gildo (org.). (2007). Terapia Cognitivo-comportamental para os transtornos de ansiedade. São Paulo: Casa do Psicólogo.

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