A maioria das pessoas que chegam ao consultório deprimidos, nem fazem ideia de que estão experimentando os sintomas da depressão. Infelizmente a maioria nem percebe que está doente. Ouvimos, com certa frequência, pessoas dizerem que estão deprimidas quando estão na verdade se sentindo tristes. Mas tristeza não é depressão. É um sentimento comum, como raiva, alegria, irritação.

Faz parte da vida se sentir desanimado, desmotivado, com preguiça ou sem energia. Isso, normalmente, é passageiro: quem não fica uns dias sem ir a academia para dormir um pouco mais, pois a semana foi mais puxada no trabalho? Ou dispensa o barzinho com os amigos porque só consegue pensar no banho, na cama e na reunião que terá na manhã seguinte. Ou ainda passa semanas ou meses triste pelo fim de um relacionamento.

Depressão é mais complicado, acaba interferindo significativamente na rotina da pessoa, no seu trabalho, relacionamentos, vida sexual e atividades diárias. O conhecido Dr. Drauzio Varela escreveu: “Depressão é a tristeza que não acaba mais.” Apesar de simples a definição, de simples não há nada na vida e nas consequências que a depressão traz para quem sofre com ela.

Recentemente tivemos a notícia da morte do ator Robin Williams, e ficamos surpresos em saber que havia se suicidado em decorrência de uma depressão. Acontece que o suicídio é muito comum, pois é tão insuportável viver com tamanha desesperança, que deixar a vida pode se tornar a única saída. O fato de “existir” pode ser um fardo insuportável. Por isso, além de identificar se você ou alguém próximo está deprimido, é fundamental buscar ajuda especializada.

Alguns sintomas da depressão

Fique atento a esses sintomas:

  • Sono: nos últimos tempos como anda o seu sono? Tem a impressão de que dormiu pouco? Anda sempre com sono? Ou insônia? Demora para dormir ou acorda no meio da noite e não consegue dormir mais? Variações no sono são comuns na depressão.
  • Apetite: está comendo demais? De menos? O seu peso variou de modo significativo nos últimos tempos?
  • Vida sexual: geralmente ocorre a perda do interesse, associado a uma baixa na auto-estima.
  • Trabalho: tem tido dificuldades em manter o foco? Sente desânimo só em pensar em iniciar o dia na empresa? Tem se mantido afastado dos colegas que costumava estar mais próximo?
  • Pessimismo: interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e as situações em geral.
  • Tristeza permanente: aquela que não passa nunca e independe de estar com algum problema em evidencia ou não.
  • Baixa auto-estima: sentimentos de insegurança, inadequação, de não ser desejado ou agradável.

Se você se encaixa em um ou alguns dos temas descritos acima, procure ajuda especializada para um diagnóstico adequado e se for o caso, inicie um tratamento. Você verá que no mínimo, é possível ter uma vida mais consciente, quando não mais feliz.

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