Partindo do pressuposto de que ansiedade pode ser um estado emocional bastante limitador, o tratamento da ansiedade se faz necessário para uma rotina mais tranquila e produtiva.

Ansiedade deriva da emoção medo, portanto, toda vez que sentimos medo ativamos sintomas ansiosos. Neste exato momento, uma em cada quatro pessoas no mundo está vivenciando um medo inexplicável, uma preocupação excessiva e irracional com algo que nem aconteceu ainda e que talvez nem vá acontecer. Dependendo do estágio e grau as consequências vão desde tirar o sono do indivíduo e impedir de agir em situações de tomada de decisões simples, a deixa-lo mais predisposto a sofrer de enfermidades cardiovasculares e até mesmo priva-lo de sair de casa quando o medo atinge níveis incontroláveis.

Dados divulgados pelo World Health Mental Survey, ligado à Organização Mundial da Saúde, revelam um triste panorama para o Brasil: 20% das pessoas que vivem em São Paulo convivem com ou tiveram algum transtorno ansioso nos últimos 12 meses. “Foram analisadas cidades de 24 países. Em São Paulo, encontramos o índice mais elevado”, diz Laura Andrade, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo.

Tratamento da Ansiedade na abordagem cognitivo-comportamental

Tem foco na resolução de problemas e na habilidade de escolhas. A proposta é ajudar o paciente a ter mais autonomia, pois ele passa de uma atitude passiva e evitativa em função do sentimento de impotência,  incapacidade e  medo de tomar decisões, a uma postura menos rígida e consciente das suas reais possibilidades de escolha.

Os pacientes com Transtornos Ansiosos normalmente preocupam-se desproporcionadamente com o futuro e cometem vários erros do pensamento, por ter dificuldade de raciocinar com base na realidade. Suas interpretações dos eventos tomam grandes proporções, exagerando os efeitos, enfatizando os aspectos negativos e ignorando os positivos. Por essa razão, são pessoas que têm dificuldades para tomar decisões, para solucionar problemas, para lidar com mudanças, etc.

As intervenções cognitivo-comportamentais mais empregadas no tratamento da ansiedade são:

  1. Psicoeducação: oferecer informações acerca do transtorno assim como as consequências das suas reações cognitivas, fisiológicas e comportamentais.
  2. Identificação dos pensamentos automáticos e das emoções: identificar e corrigir pensamentos que normalmente estão disfuncionais, ou seja, devido a angustia e sofrimento que o transtorno provoca, há uma tendência a distorcer a realidade de modo negativo e exagerado.
  3. Identificação das crenças centrais e intermediárias: as crenças centrais são ideias rígidas e cristalizadas sobre si mesmo, enquanto as crenças intermediárias estão relacionadas às regras de conduta, atitudes e suposições. Ambas são direcionadas ao próprio paciente, ao outro e ao futuro.
  4. Reestruturação cognitiva: Reestruturar cognitivamente pensamentos e crenças significa, no caso de transtorno de ansiedade, questionar os pensamentos, procurar evidências a favor e contra as avaliações e interpretações dos eventos, da realidade.
  5. Resolução de problemas: possibilitar escolhas conscientes do paciente, tornando-o autônomo e senhor das suas decisões.
  6. Avaliação do processo: treino em resolução de problemas e acompanhamento do desempenho.

Vídeo: Controle a Ansiedade

Fonte:

  • Pereira, Cilene e Tarantino, Mônica. O alívio da ansiedade. Revista Isto É Medicina-Bem Estar, Ed. 2217, maio/2012.
  • Oliveira, Maria Ines Santana de. Intervenção Cognitivo-Comportamental em Tratamento de Ansiedade: Relato de caso. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, vol. 7 (2011).
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