Trata-se da capacidade primeiro de se relacionar bem consigo mesmo, reconhecendo e respeitando suas qualidades, pontos fortes e fracos, assim como limitações, para num segundo momento compreender como é minha participação no relacionamento com o outro, escolhendo assim a melhor forma de interagir e tendo consciência da minha responsabilidade nessa relação.

A partir desse reconhecimento inicial de como EU funciono e da clareza do que EU preciso na interação, eu desenvolvo a capacidade de me comunicar através de uma fala mais assertiva e principalmente da escuta.

Saber se colocar no lugar do outro, pensar no que eu quero preciso, mas também no coletivo. Como as pessoas se sentem? O que as motiva? Em que momento estão na vida e na carreira? Como é sua personalidade? E assim eu “leio” as pessoas com que estou conectada e escolho como abordar cada um, aumentando as chances de mobilizá-las em torno de um objetivo comum e com maior precisão. A estratégia para atingir esses objetivos são: escutar mais e observação (atenção em cada pessoa no individual e como se porta no coletivo).

A falta de comunicação assertiva por sua vez pode afastar ainda mais as pessoas e torná-las menos produtivas e desmotivadas, prejudicando o time como um todo.

O Poder das Conexões

Algumas pessoas tem aversão a palavra “networking”. Alguns a confundem com ter que aturar, bajular pessoas ou fazer “politicagem” ou ainda a ter que se expor a situações chatas e monótonas. É comum ouvir no consultório: “eu não me vendo assim”, ou “não vou ficar puxando o saco dos outros só para ser ‘visto’ na empresa”. Ledo engano.

O networking pode acontecer numa viagem de lazer, numa conversa de bar, na prática de um esporte… O importante é não desperdiçar a oportunidade de se relacionar. E o networking inteligente – cercar-se de de uma cadeia de pessoas com propósito comum (propósito se difere de idéias em comum) contribuirá agregando sabedoria, inovação e o compartilhamento de idéias – isso certamente vai ajudá-lo a conquistar seus objetivos com maior precisão e agilidade. Essa troca também é muito rica se você estiver atento as novas oportunidades que podem surgir desse compartilhamento.

Essa poderosa conexão entre pessoas cria um clima colaborativo e facilitador de processos. e para Erica Dhawan* há três maneiras principais de desenvolver a competência:

  • manter-se aberto a novas idéias e pessoas, com diferentes histórias.
  • usar o que você gosta para fazer conexões importantes
  • coragem para mobilizar os outros em torno da sua idéia

Isso sugere que mais do que fazer novas conexões, ampliar sua rede, o importante é investir e usar com inteligência as conexões que já têm, visando o crescimento pessoal e profissional.

Está cada vez mais que provado que a qualidade das relações humanas será capaz de ditar o sucesso tanto na vida pessoal quanto no cenário profissional.

Esse último contexto – corporativo – onde a equipe em essência é um grupo de pessoas que estão juntas porque precisam e não por querem, transforma-se num solo muito fértil para o desenvolvimento da inteligência relacional à medida que essas pessoas precisam estabelecer conexões e lidar com as diferenças de cada um.

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