Se você com frequência se irrita no trabalho, vive estressado e/ou chateado com as pessoas, você pode estar com dificuldades de lidar com suas próprias emoções e isso pode ser um grande obstáculo diante do seu sucesso profissional.

Uma pesquisa feita com 500 mil pessoas nos EUA, acompanhadas por um década, revelou que essa competência chamada QE – Quoeficiente Emocional – está ligado a 58% do sucesso profissional em qualquer carreira.

Portanto, uma competência que além de rara, é muito valiosa.

Todas as emoções são, em essência, impulsos para uma ação imediata, para planejamentos instantâneos que visam lidar com a vida. Isso indica que em qualquer emoção está implícita uma propensão para um agir imediato. Por isso muitas vezes, ao nos sentirmos ameaçados, no trabalho por exemplo, temos reações explosivas ou um tanto exageradas.

Pesquisadores sugerem que temos duas mentes, uma que raciocina e outra que sente. E que os sentimentos são indispensáveis nas decisões racionais colocando-nos na direção certa. Diante de um leque de opções (como aplicar melhor o dinheiro? Momento certo para casar? Arriscar novos negócios?) o aprendizado emocional que a vida lhe deu (a lembrança de um investimento desastroso, uma separação dolorosa) envia sinais que facilitam a decisão, eliminando de pronto algumas opções e privilegiando outras. As emoções portanto, são importantes para a racionalidade, permitindo a tomada de decisões mais conscientes e acertadas.

Mas talvez a informação mais valiosa deste artigo é o fato de que inteligência emocional é considerado uma competência, e como tal, com boa vontade, pode ser adquirida.

Eis alguns pontos a serem considerados:

AUTOPERCEPÇÃO

Seria a autoconsciência, identificar um sentimento em tempo real, estar atento aos gatilhos de uma emoção quando ela ocorre. Revisitar seus valores também ajuda bastante no discernimento das emoções, assim como solicitar feedback de outros. As pessoas mais seguras acerca de seus próprios sentimentos são melhores pilotos de suas vidas, tendo maior consciência de como se sentem em relação a decisões importantes, desde com quem se casar a que emprego aceitar.

AUTOGESTÃO

É o lidar com a emoção, a capacidade de adiar uma reação, de confortar-se, de livrar-se da ansiedade, tristeza ou irritabilidade que incapacitam. Uma dica é “dormir sobre o problema”, deixar uma decisão difícil para o dia seguinte, quando após uma noite de sono restauradora você pode clarear as ideias e ser mais assertivo na resolução. Pessoas com esta capacidade são mais produtivas e se recuperam mais rapidamente dos reveses e perturbações, enquanto quem não a possui vive constantemente lutando com sentimentos de desespero e ansiedade.

PERCEPÇÃO SOCIAL

É a capacidade de ter empatia, de perceber os sinais externos, mesmo que sutis, que sinalizam o que o outro precisa ou quer. Essa capacidade torna a pessoa um bom profissional, capaz de ouvir e fazer parcerias frutíferas. Dicas: chame as pessoas pelo nome, olhe no olho delas ao falar e esteja genuinamente interessado no que estão dizendo. Isso a fará um grande aliado.

GESTÃO DE RELACIONAMENTOS

É a aptidão de lidar com a emoção do outro. Desenvolver essa aptidão é determinante para a liderança e eficiência interpessoal. Demonstrar interesse em conhecer o outro, explicar suas decisões ao invés de apenas toma-las, ser respeitoso e cuidadoso ao falar do outro podem facilitar no desenvolvimento da habilidade.

Fontes:
Revista Exame – Ed. Abril
Inteligência Emocional – Daniel Goleman/Objetiva
Emotional Intelligence 2.0 – Travis Bradberry e Jean Greaves/TalentSmart

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