Desde que a tecnologia começou a fazer parte da vida do ser humano estudos vêm sendo feitos para entender como podem ajudar no campo da saúde e melhora na qualidade de vida das pessoas. O mesmo aconteceu com a  Realidade Virtual (RV), que desde seu surgimento – há algumas décadas – já surgiu também os primeiros estudos e desenvolvimento de softwares para ser aplicado à medicina e à psicologia, nesse último campo as pesquisas têm concentrado esforços para ajudar pessoas que sofreram traumas (TEP – Estresse Pós-Traumático), depressão, ansiedade, obesidade, medos e fobias.

Um estudo publicado em 2016 pela University College London e Universidade Barceló mostrou resultados promissores com Realidade Virtual e depressão. Após 30 dias de exposição houve remissão de 60% da sintomatologia depressiva, o que é bastante animador, visto que é um resultado difícil de se obter com técnicas convencionais.

Outros estudos vêm sendo desenvolvidos na Universidade do Sul da Califórnia desde 1997 para tratamento de TEP – Estresse Pós Traumático em combatentes de guerra, com excelentes resultados (e isso tem grande valor pois para esse tipo de tratamento específico não se obtém muitos bons resultados).

Estudos na China, Espanha e EUA também vem demonstrando maior eficácia no tratamento de Transtornos Alimentares e Obesidade. E os estudos que estão em maior número e comprovação são os direcionados a tratamentos de Ansiedade e Fobias: falar em público, antes de uma prova ou evento importante, medo de voar, de dirigir,  fobia de animais, de agulhas e procedimentos invasivos, medo de altura, do escuro, TOC e outros.

Os estudos incluem uma combinação de Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) + Realidade Virtual (RV). Na verdade a RV funciona da mesma forma que a técnica de exposição, já amplamente usada na TCC, porém com a vantagem da imersão ao invés da imaginação.

A técnica de exposição “original” da TCC consiste na categorização do medo ou situação que causa ansiedade no paciente, após isso é feita uma exposição gradual do evento menos estressor ao mais estressor (hierarquização), combinada com tarefas de casa de exposição também. Por exemplo, se a queixa do paciente é medo de voar são levantadas durante as sessões quais etapas que antecedem a situação concreta de entrar num avião, como: comprar as passagens, arrumar a mala, pedir um táxi para o aeroporto, percorrer o trajeto até lá, chegar com antecedência e andar pelo saguão, fazer check in, embarcar e iniciar o vôo. Todo esses passos são feitos gradualmente na imaginação, por semanas, e incluem tarefas de casa, como por exemplo ir ao aeroporto no final de semana e passar um tempo por lá monitorando os pensamentos e emoções. Ao mesmo tempo que o terapeuta auxilia na identificação dos pensamentos disfuncionais vinculados ao medo irracional e orienta no relaxamento e reestruturação cognitiva.

Com os softwares de Realidade virtual desenvolvidos para a Psicologia, é possível fazer a técnica da exposição de modo imersivo e muito mais “real” para o paciente. Visto que essa tecnologia recria ambientes e situações de maneira tão convincentes que o cérebro é induzido a interpretar aquela vivência como real.

E é exatamente nesse aspecto que se tem a maior vantagem da técnica: apesar de a interpretação do evento ser praticamente o mesmo que de um acontecimento real – induzindo o aparecimento dos sintomas desagradáveis – ele se dá em um ambiente protegido e controlado: o consultório do seu terapeuta. Facilitando a identificação dos sintomas e emoções, assim como o alívio e eliminação dos mesmos.

Ciência e tecnologia alinhadas em busca do alívio do sofrimento e na superação de medos e limites.

Indicações

  • Medo de dirigir
  • Medo do escuro
  • Medo de altura
  • Medo de agulhas e injeções
  • Medo de insetos e animais
  • Claustrofobia
  • Fobia Social
  • Síndrome do Pânico
  • Ansiedade (antes de uma prova, apresentação, viagens, etc)

Saiba mais sobre os tratamentos através da Realidade Virtual oferecido pelo consultório de Psicologia Itaim Bibi:

Apesar de estarmos num mundo cada vez mais tecnológico e automatizado, onde tudo se resolve com um clique, sentimentos são demonstrados em “likes”, abraços são trocados por conversas virtuais e afeto é medido pelo número de seguidores – há uma ferramenta para lidar com os problemas que muitos acreditavam que seria extinta, mas está cada vez mais forte e necessária: a terapia. Leia mais

Ansiedade, o mal do século

A ansiedade é uma característica natural de defesa do ser humano. Normal em homens e mulheres. Todavia, os transtornos ansiosos são considerados o grande mal do século, principalmente para quem vive nos grandes centros urbanos e precisa dar conta de uma rotina cada dia mais frenética. A maioria das pessoas que buscam ajuda nos consultórios relatam uma sensação de sufocamento e que está a ponto de explodir a qualquer momento. Devido a isso há um volume grande de estudos sobre o tema em andamento e mais recentemente foi constatado uma maior prevalência dos transtornos em mulheres do que em homens. Leia mais

Existem vários textos a respeito do sofrimento que um quadro depressivo causa aos pacientes, mas é menos comum encontrarmos informações sobre como aliviar a dor de familiares e outras pessoas que acompanham este processo.

Nos atendimentos que realizei e continuo a realizar na clínica, é fácil perceber os sintomas que os acompanhantes apresentam frente a quadros de depressão severa de um ente querido. É realmente difícil, para uma pessoa que nunca teve depressão, entender aquela tristeza profunda que aparentemente não tem razão para existir. Neste caso, a sensação de incapacidade toma conta do indivíduo e com ela, é claro, fragilidades cognitivas e pensamentos perturbadores são estimulados. Leia mais

Ansiedade pode ser considerada a principal doença psiquiátrica no mundo, quando pensamos em termos de prevalência.

Todos passamos por momentos de maior angústia ou preocupação com o futuro, invariavelmente, em algum ponto de nossas vidas. Geralmente, isso ocorre em períodos de maior estresse, com um desencadeador claro. Entretanto, ansiedade e medo são sintomas prevalentes e atuam de forma positiva em diversas situações (auxiliam no planejamento de atividades, prevenção de problemas, adaptação frente a adversidades e desenvolvimento pessoal). Leia mais

Todos sofremos em alguma medida uma pressão, seja social, familiar ou interna mesmo, para sermos magros. Eu tive um bebê há 5 meses e meu desejo secreto era ser como aquelas atrizes que um mês depois já estão com um corpo de dar inveja a qualquer garota de vinte e poucos anos. Só em sonho mesmo. Quase todo mundo que eu conheço tem o desejo de perder uns quilos e se puder nunca mais encontrá-los de volta melhor ainda.

Mas o que acontece com a maioria das pessoas que se submetem as dietas da moda – low carb, paleo, do limão, da sopa, do chá, etc, são tantas que prometem resultados rápidos e com algum sacrifício suportável – por um tempo – que as pessoas acabam caindo nessas armadilhas: quilos que vão rápido demais tendem a voltar na mesma velocidade que se foram, e pior, acompanhados de mais quilos ainda, afinal você não vai fazer a tal dieta para todo o sempre. Leia mais

Eleger prioridades quando tudo parece urgente não é uma tarefa fácil. Talvez a maior queixa que ouço no consultório é sobre se perder tentando dar conta de tudo e no final se sentem esgotados e fracassados.

Algo que parece óbvio, como organizar uma agenda com as metas do dia, da semana, do mês, geralmente é negligenciado, o que acaba por comprometer a entrega de tarefas importantes e a produtividade.

Atingir nossas metas exige duas coisas básicas: uma combinação de estratégias + saber como administrar o tempo que temos para atingi-las.
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Trata-se da capacidade primeiro de se relacionar bem consigo mesmo, reconhecendo e respeitando suas qualidades, pontos fortes e fracos, assim como limitações, para num segundo momento compreender como é minha participação no relacionamento com o outro, escolhendo assim a melhor forma de interagir e tendo consciência da minha responsabilidade nessa relação. Leia mais

A primeira grande descoberta: A Inteligência Emocional

Desde a descoberta da Inteligência Emocional por Daniel Goleman, quando publicou seu primeiro livro sobre o assunto no ano de 1995, os conceitos de inteligência vem sendo cada vez mais estudados e evoluindo para algo realmente animador: inteligência tem a ver com competências que podem ser adquiridas ou desenvolvidas. Antes esse conceito era baseado quase que exclusivamente na medição de Q.I. Leia mais

Nossa vida é pautada sempre, sem exceção, nos nossos relacionamentos. É nas relações que desenvolvemos as nossas melhores habilidades de adaptação ao meio: comunicação, reciprocidade, tolerância, escuta, empatia, etc. Delas também surgem as maiores dores e feridas na alma e no coração. E só através delas que também encontramos a cura. Leia mais