Nosso cérebro é o ambiente mais desconhecido que se pode imaginar. Como uma caverna escura, nunca antes penetrada por nada e nem ninguém. Nossa capacidade cerebral, apesar de muito estudada, ainda é um mistério em quase toda sua totalidade.

A mente de um esquizofrênico é capaz de produzir a sua própria realidade, que pode ser bastante distinta da realidade das pessoas que o cercam, assim como a cognição do depressivo.

A grande maioria de nós, mesmo não tendo nenhum transtorno psiquiátrico específico, também sofremos as vezes com paranoias, tristezas inexplicáveis ou surtos de irritabilidade e ansiedade. E na maioria dessas vezes estamos presos as armadilhas mentais, mas nem nos damos conta.

O problema, além de não termos consciência dessas armadilhas, é que elas nos levam a cometer erros, e estes por sua vez nos levam a cometer incontáveis outros.

Vejamos como podemos cair nelas. Um exemplo simples: você “sente” que tem alguém no trabalho que está tentando puxar o seu tapete, mas não tem muita certeza de quem possa ser. Ao invés de ficar mais atendo as suas atribuições, se preocupar em não deixar “brechas” na execução das suas tarefas, cuidar da sua cabeça para manter a calma e traçar estratégias para se blindar e até mesmo se certificar de que realmente há alguém interessado no seu cargo, você começa a desconfiar de todos do seu time, fica mais quieto e introspectivo, consequentemente as pessoas deixam de brincar com você ou fazer piadas, você assume mais responsabilidades do que poderia administrar com medo de que se não o fizer, outro fará e poderá tomar o seu lugar, começa a cometer erros pelo excesso de trabalho e estresse que essa situação toda está lhe causando. Aí você vai para casa, não consegue se desligar dessas situações, chega sem energia, se alimenta mal, dorme mal e no dia seguinte está em pé bem cedo para mais um dia de batalha. Acontece que essa batalha, na maioria das vezes acontece apenas dentro da sua cabeça.

Muitas vezes o filme de terror que editamos supondo coisas é muito mais terrível do que a realidade.

São equívocos que infligem uma gama de sofrimento emocional desnecessário, distorções e erros que cometemos no modo de encarar as circunstâncias da nossa vida que na maioria das vezes nos levam a tomar decisões equivocadas.

Fica claro como caímos numa armadilha mental e a partir daí iniciamos uma sequência desastrosa de erros.
Enraizamos maus hábitos em nossa mente que nos criam muitos problemas, ou potencializam os que já temos, dificultam a tarefa de encontrar soluções e nos induzem a novos erros de interpretação das experiências ou erros de julgamentos dos outros e de nós mesmos.

Esses erros de interpretação e julgamento provocam emoções dolorosas que por sua vez nos levam a tomar determinadas iniciativas que mais tarde acabamos nos arrependendo, ou pior ainda, nos impedindo de tomar uma medida mais acertada capaz de melhorar a nossa vida.

As pessoas as vezes se justificam dizendo que estavam tão mal (triste, ansioso, com raiva, estressado) que não conseguiram pensar direito. Quando na verdade é justamente nesses momentos que não pensamos direito que potencializamos esses sentimentos tão devastadores. Quando tomados por emoções assim, acionamos um olhar seletivo para tudo e todos. O que retroalimenta o ciclo disfuncional.

Se você se percebe em situações semelhantes, quase refém de sentimentos e emoções sufocantes e angustiantes, é hora de aquietar a mente, rever com calma cada hábito, cada comportamento e a maneira como vem respondendo as situações do dia a dia. Se for necessário, busque ajuda e tenha companhia nesse caminho de auto-conhecimento e transformação.

Cada uma dessas pessoas enxergam a realidade de acordo com a interpretação pessoal e específica de cada um, a mesma situação é percebida de maneira diferente.

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