De acordo com Rhandy Di Stéfano, em seu livro O Líder Coach: Líderes Criando Líderes, o líder efetivo de hoje é o que usa sua posição privilegiada de poder de forma mais humana, gerando aprendizado nas pessoas que compõem sua equipe. Este líder efetivo consegue equilibrar três qualidades fundamentais:

  • Firmeza
  • Sensibilidade
  • Sabedoria

A humanização das empresas é fruto da necessidade empresarial de ter alta performance, pois hoje sabemos que o ser humano aprende e se desenvolve mais quando percebe que a sua dignidade está sendo respeitada. Nesse modelo os liderados têm o benefício de se tornarem pessoas mais bem preparadas para lidar com mudanças e com adversidades, usando mais de seu potencial e desenvolvendo sua própria capacidade de liderança, onde a autoestima aumenta à medida que esta pessoa é desafiada a aprender e a conquistar metas maiores e, com os resultados, aumenta a confiança em suas próprias capacidades.  É importante ressaltar, também, que a capacidade de liderança pode ser aprendida, treinada, replicada, tendo os líderes bem-sucedidos como modelos de referência. Tudo pode ser aprendido, e no mundo corporativo ninguém pode se dar ao luxo de não aprender, de não melhorar, de não se adaptar. Qualquer pessoa pode se tornar mais efetiva em qualquer papel que se proponha a exercer – pode criar esta transformação de acordo com o seu desejo de desenvolver-se. Na empresa isto acontece com o privilégio adicional de as pessoas estarem mais abertas ao desenvolvimento, pois a sua própria carreira depende disto.

O líder e o capital humano

O termo capital refere-se aos bens mais importantes da empresa, igualmente ao capital financeiro, que deve ser investido para que se tenha o mais alto retorno; mede-se a capacidade de um líder de acordo com o retorno que ele está tendo de sua equipe. Se a sua equipe é o seu capital, qual a mensagem que o seu estilo de liderança está enviando sobre a sua capacidade de investimento? Esta linguagem que existe no mundo do comportamento e aprendizado humano é também o mundo de liderança. Quanto mais se sobe na escalada profissional, maior deverá ser o seu conhecimento sobre pessoas e como liderá-las. Equipes eficientes não vêm prontas, devem ser criadas e estimuladas a partir do estilo de liderança usado pelo líder.

A equipe que consegue responder aos desafios de forma hábil, consegue lidar com estresse e transformá-lo em energia motivadora de progresso e melhoria. Esta equipe é o capital mais precioso que uma empresa pode ter, pois, nos momentos críticos, a atitude desta vai ser o diferencial entre o fracasso e o sucesso. A maioria das pessoas não é treinada para lidar com estresse, o que torna esta habilidade uma capacidade-chave de todo líder em potencial. É nos momentos de estresse, de alta adversidade, que o líder aparece, que a equipe de alta performance brilha. Adaptabilidade, capacidade de aprendizado rápido e resposta às adversidades, são diferenciais que garantem sucesso aos profissionais e às equipes de alta performance, mais do que fatores como formação em escolas renomadas ou mesmo nível de QI.

Em decorrência da nova economia mundial, estamos vivenciando a fase da alta performance, mas isto só acontecerá, de fato, com a humanização das empresas, ou seja, a capacidade de lidar com pessoas não como máquinas que devem produzir roboticamente, mas como agentes de melhoria, com capacidade de levar a empresa ao próximo patamar de expansão. Esse modelo de relação entre líder-liderado cria um estilo de liderança apoiado no processo de admiração, sendo que a liderança pode se estabelecer pelo medo ou pela admiração, mas aquele que lidera pelo medo tem pessoas obedientes no curto prazo, mas, este líder, muito provavelmente será sabotado pela sua equipe. Do  contrário, o que lidera pela admiração, é o líder efetivo no longo prazo, pois tem a lealdade de seus liderados. Ele os respeita e contribui para o seu desenvolvimento, tornando-se um modelo de referência para a sua equipe. Este líder consegue criar esta qualidade de interação, pois naturalmente criamos um vínculo forte com as pessoas que nos ajudaram a crescer. Aliado a estes fatores existe também o desejo natural do ser humano de não querer desapontar a quem admiramos, o que contribui para que a equipe deste líder tenha um nível alto de empenho e motivação. Cria-se aqui um círculo virtuoso (oposto do círculo vicioso), onde o líder contribui para o crescimento do liderado que, por sua vez, admira o respeito que o líder lhe oferece e se orgulha em fazer parte desta interação, desejando que o seu líder se mantenha no poder fazendo o possível para conseguir o nível de excelência que foi estabelecido. Quando alguém acredita em nós, consequentemente, nos tornamos melhores, para não desapontar o outro.

Esse modelo traz mais eficácia no relacionamento profissional devido ao respeito estabelecido, pois sentir-se importante é uma das maiores necessidades para o bem-estar psicológico do ser humano. Assim, o líder que gera desenvolvimento e crescimento está oferecendo este senso de importância à sua equipe, que retribui da mesma forma!