Inteligência Relacional: o novo conceito que está revolucionando os parâmetros de sucesso

A primeira grande descoberta: A Inteligência Emocional

Desde a descoberta da Inteligência Emocional por Daniel Goleman, quando publicou seu primeiro livro sobre o assunto no ano de 1995, os conceitos de inteligência vem sendo cada vez mais estudados e evoluindo para algo realmente animador: inteligência tem a ver com competências que podem ser adquiridas ou desenvolvidas. Antes esse conceito era baseado quase que exclusivamente na medição de Q.I.

Goleman descreve mais recentemente a importância da Inteligência Emocional da seguinte forma:
Os parâmetros do mercado de trabalho estão mudando. Já não importa apenas o quanto somos inteligentes, nem a nossa formação ou grau de especialização, mas também a maneira como lidamos conosco mesmos – self-relationship – e com os outros. Esse é o critério de avaliação que, cada vez mais, vem sendo utilizado para decidir quem será contratado e quem não será, quem será dispensado ou mantido na empresa, quem ficará para trás e quem será promovido.”
Portanto, está cada vez mais evidente que a habilidade de se relacionar consigo e com os demais é talvez a parte mais essencial para o sucesso pessoal e profissional. E a partir dessa constatação passamos para o próximo tópico:

Inteligência Relacional é a habilidade de mobilizar pessoas e recursos em prol de um objetivo comum potencializando a criatividade, a inovação e a geração de resultados acima da média. Mariana Amaro – VOCÊS/A.

A segunda grande descoberta: A Inteligência Relacional

O termo amplamente estudado e descrito de tantas formas ganhou mais força com pesquisas das  norte americanas Erica Dhawan – referência global em colaboração e inteligência de conexão/relacional – e Saj-Nicole Joni – estrategista de negócios e conselheira de CEOs das principais multinacionais.
Especialistas em liderança e carreira, elas lançaram o livro Big Things Done: The Power of Connectional Inteligence – ainda sem edição no Brasil – que retrata essa nova inteligência como um “networking objetivo”, que não busca apenas ampliar sua rede de contatos profissional, mas de alcançar as pessoas certas, de forma mais objetiva e inteligente para gerar inovação, adesão colaborativa e resultados mais rápidos e de qualidade.
A comunicação é o primeiro ponto a se dedicar para desenvolver a competência.
No consultório é comum ouvir de líderes e gestores: “a equipe é muito boa tecnicamente e individualmente, mas não funcionam bem juntos, não se entendem, não entregam no prazo e estão abaixo do esperado no rendimento…” Claramente um problema de comunicação e relacionamento.
O que me remete ao livro de Rhandy Di Stéfano – O Líder Coach – onde exemplifica muito bem essa problemática com o caso do excelente técnico que foi promovido a gerente de projetos e meses depois se vê insatisfeito e com uma equipe fragmentada e dispersa. Rhandy diz que o que o tal gerente de projetos não sabia ao aceitar e celebrar a promoção é que um gerente de projetos não gerencia projetos, ele gerencia as pessoas que fazem os projetos. Portanto ser muito bom tecnicamente não é garantia de sucesso, ser bom tecnicamente é fundamental para conseguir a promoção, mas ter inteligência relacional é essencial para mantê-la.

5 Atitudes Básicas da Inteligência Relacional

  • Curiosidade: explorar diversos ângulos de um problema em busca de novas perspectivas
  • Combinação: reunir diferentes idéias, recursos e produtos e combiná-los para criar novos conceitos
  • Comunidade: Como está minha relação com minha comunidade? Como posso me conectar com mais  e diferentes pessoas para desenvolver novas idéias?
  • Coragem: não fugir de conversas difíceis e incentivar esse comportamento na equipe.
  • Combustão: mobilizar e encorajar minhas redes a pensar diferente.

Fazer um exame de consciência e checar quais dessas atitudes eu tenho ou preciso ter ajudará a melhorar a comunicação e as relações que trazem o bônus da colaboração e fidelização de times.

Fontes:

  • O Lider Coach – Rhandy Di Stéfano – Ed. Quality Mark, 2004.
  • Revista VOCÊS/A Edição Agosto/2017
  • Inteligência Emocional – Daniel Goleman – Ed. Objetiva, 1995.
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