depressao

A Depressão é a mais comum das doenças mentais e é diferente do sentimento de tristeza que as vezes experimentamos.

Esse sentimento é natural diante de inseguranças, perdas, ou até mesmo o medo da perda, mas passa após um tempo, após uma boa noite de sono ou solucionar um problema que está nos angustiando. Já a Depressão persiste, dia após dia, noite após noite, começa a interferir em todos os cenários de vida: social, familiar e profissional.

Se não tratada pode durar meses, anos. A OMS diz que cerca de 18% da população mundial sofre ou sofrerá de depressão, isso nos faz pensar que aproximadamente uma em cinco pessoas tem ou terá depressão. Metade destas pessoas nunca receberam diagnostico e tratamento, um dado preocupante já que cerca de 10% das pessoas com Depressão se suicidam.

Diagnóstico e tratamento da causa (não do sintoma) podem ser difíceis, visto que os mesmos fatores que podem dar origem também podem ser a consequência do processo depressivo (fatores psicológicos: auto-estima rebaixada, excesso de timidez, falta de confiança em si próprio; e sociais: perdas significativas, isolamento).

Os sintomas da depressão

  • Humor deprimido ou irritável a maior parte do tempo, ansiedade e angústia;
  • Desânimo, sensação de cansaço constante, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis;
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia;
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio persistentes;
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, de inutilidade e fracasso;
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo;
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido;
  • Perda ou aumento do apetite e do peso;
  • Insônia ou aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo).

Estudos mostraram uma disfunção neuroquímica no cérebro de pessoas deprimidas, irregularidade na neurotransmissão e captação de serotonina, noradrenalina e dopamina (neurotransmissores associados a regulação do humor  e sono, entre outras funções). Portanto, muitas vezes se faz necessário o acompanhamento psiquiátrico junto com o psicológico. A medicação regularia a neurotransmissão estabilizando o humor,  enquanto a terapia ajudaria a entender e lidar com os fatores emocionais e sociais envolvidos e que podem estar contribuindo para a doença, possibilitando assim manutenção da melhora e a prevenção de novos episódios.

Quem faz terapia se recupera mais rapidamente e tem menos recaídas. Os efeitos podem demorar mais a aparecer do que com os medicamentos, mas ha evidencias que são mais duradouros, pois lida com as causas e com os comportamentos e emoções envolvidos, e não apenas com os sintomas.

Vídeo: Dicas para combater a depressão

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